O mercado livre de energia segue apresentando um cenário de forte competitividade em 2026.
Em março, o ranking das maiores comercializadoras revelou mudanças relevantes entre os líderes, além de reforçar a presença recorrente de grandes players no topo do ACL. Dessa forma, os dados mostram não apenas altos volumes de comercialização, mas também capacidade estratégica, consistência operacional e adaptação às dinâmicas do mercado.
Neste post, analisamos os dados mais recentes do ranking mensal e da média móvel dos últimos 12 meses (MM12) com base nas informações divulgadas pela CCEE. Além disso, destacamos as principais movimentações entre os maiores vendedores de energia e os sinais de continuidade competitiva no mercado livre.
Entre os principais pontos analisados, destacamos:
- As mudanças entre os líderes do ranking mensal;
- A consolidação dos principais players na MM12;
- E os sinais de competitividade crescente no ACL.
A seguir, confira os principais destaques do ranking e a análise das 20 maiores comercializadoras de energia do mercado livre.
Liderança no ACL em abril: estabilidade entre os líderes e competitividade crescente
Aviso: os dados apresentados neste ranking foram elaborados pela Thunders com base nas informações públicas do InfoMercado CCEE, referência oficial do mercado livre de energia brasileiro.
O mercado livre de energia (ACL) manteve, em abril de 2026, um cenário de forte competitividade entre os principais vendedores de energia do país. Embora o topo do ranking permaneça relativamente estável, os números mostram disputas importantes entre os agentes que compõem o grupo das maiores comercializadoras, reforçando a dinâmica do ambiente livre.
Com base nos dados mais recentes da CCEE, as 20 maiores comercializadoras somaram 56.214,4 MW médios vendidos em abril, evidenciando novamente a relevância dos grandes players para o volume negociado no ACL.
Pela segunda divulgação consecutiva, o Santander COM aparece na liderança do ranking mensal, com 5.816,1 MW médios comercializados. Dessa forma, a instituição mantém sua posição de destaque e reforça a presença crescente dos agentes financeiros entre os maiores vendedores do mercado livre de energia.
Logo em seguida, o BTG Pactual ocupa a segunda colocação, com 5.278,2 MW médios, mantendo forte participação no mercado e consolidando sua recorrência entre os líderes do ACL.
Na terceira posição, a ENEVA registra 4.350,1 MW médios, permanecendo entre os principais destaques do ranking. Enquanto isso, a Auren aparece na quarta colocação, com 4.261,7 MW médios, demonstrando continuidade operacional e forte presença comercial.
Bloco intermediário segue competitivo
Além disso, o bloco intermediário segue bastante competitivo. ENEL Trading, Comerc Energia SA e COPEL COM permanecem entre os principais vendedores do mês, todos com volumes superiores a 3.300 MW médios. Assim, essas empresas reforçam sua relevância no segmento corporativo e sua capacidade de manter posições de destaque em um mercado cada vez mais disputado.
Ao mesmo tempo, comercializadoras como ENGIE BR COM, Matrix COM e Serena continuam figurando entre os dez maiores vendedores do ACL. Consequentemente, o ranking demonstra a presença recorrente de agentes com diferentes estratégias comerciais e perfis de atuação.
Diversidade de agentes fortalece o mercado livre
Por outro lado, a segunda metade da lista evidencia a diversidade de modelos presentes no mercado livre de energia. Entre os destaques aparecem empresas como EDP C, Casa dos Ventos COM, Jirau, Itaú COM e Raízen Power, que seguem contribuindo para a pluralidade e competitividade do setor.
Além disso, nomes como TRIA, CPFL Brasil, CEMIG H Comercialização, Statkraft e ENGIE BR CVE permanecem entre os 20 maiores vendedores do período, demonstrando a amplitude de estratégias e a diversidade de participantes que caracterizam o ACL brasileiro.
Dessa maneira, os resultados de abril reforçam uma tendência observada ao longo de 2026: embora os principais líderes mantenham posições consistentes, o mercado segue altamente competitivo, com disputas relevantes em praticamente todas as faixas do ranking.
Destaques do Ranking de Março/26
Confira abaixo o ranking completo das 20 maiores comercializadoras de energia em março de 2026:

Liderança consolidada no ACL: o que revela a média móvel (MM12)
Segundo os dados mais recentes do InfoMercado CCEE, as 20 maiores comercializadoras somaram 63.662,3 MW médios na MM12, representando uma parcela significativa da energia negociada no ACL. Dessa forma, o indicador reforça a forte concentração de mercado entre os principais players do setor elétrico brasileiro.
Na liderança da média móvel, o BTG Pactual permanece isolado no topo, com 7.115,8 MW médios comercializados nos últimos 12 meses. Além disso, o desempenho reafirma a capacidade da companhia de sustentar escala comercial e presença recorrente entre os maiores vendedores do mercado livre.
Logo em seguida, o Santander COM aparece na segunda colocação, com 6.210,6 MW médios, mantendo trajetória consistente e consolidando o protagonismo das instituições financeiras no ACL.
Na terceira posição, a Auren registra 5.135,0 MW médios, preservando sua relevância entre as principais comercializadoras de energia do país. Enquanto isso, a Comerc Energia SA assume a quarta colocação, com 3.750,7 MW médios, reforçando sua presença entre os maiores vendedores do mercado.
Confira agora:

Bloco intermediário mostra forte competitividade
Na sequência, o ranking da MM12 revela um grupo de comercializadoras com volumes bastante próximos entre si. Dessa forma, o cenário evidencia a competição crescente entre os principais agentes do mercado livre de energia.
Entre os destaques do bloco intermediário estão:
- Comerc Energia SA, com 3.750,7 MW médios;
- ENEL Trading, com 3.702,5 MW médios;
- ENEVA, com 3.682,3 MW médios;
- Raízen Power, com 3.637,6 MW médios;
- COPEL COM, com 3.221,9 MW médios.
Além disso, XP Comercializadora, Casa dos Ventos COM e Matrix COM seguem mantendo presença sólida entre os dez maiores vendedores da média móvel. Assim, esse grupo reforça a presença de players com forte atuação corporativa e estratégias comerciais consolidadas no ACL.
Diversidade de modelos entre os maiores players
Por outro lado, a segunda metade do ranking mostra como o mercado livre de energia continua reunindo diferentes perfis de comercializadoras. Enquanto algumas empresas atuam com foco em geração e portfólio integrado, outras avançam com estratégias mais especializadas e atuação segmentada.
Entre os agentes que seguem relevantes no ranking estão:
- ENGIE BR COM;
- EDP C;
- Serena;
- CEMIG H Comercialização;
- Itaú COM;
- Statkraft.
Além disso, empresas como SEB – Shell Energy Brasil, Solenergias e CPFL Brasil continuam aparecendo entre os principais vendedores da MM12, demonstrando a pluralidade de estratégias presentes no ACL.
Dessa maneira, o ranking reforça que o mercado livre de energia combina diferentes modelos de atuação — desde instituições financeiras até utilities, geradoras e comercializadoras independentes.
Consistência segue como diferencial competitivo no ACL
Por fim, a análise da MM12 confirma uma tendência importante para 2026: no mercado livre de energia, liderança não depende apenas de resultados pontuais.
Pelo contrário, manter presença recorrente entre os maiores vendedores exige:
- consistência comercial;
- escala operacional;
- capacidade de adaptação ao mercado;
- visão estratégica de longo prazo.
Assim, os resultados da média móvel mostram que os principais players do ACL conseguem sustentar competitividade mesmo em um cenário de forte disputa e transformação contínua do setor elétrico. Além disso, a permanência de grandes comercializadoras no topo reforça a importância da gestão eficiente de portfólio, da inteligência comercial e da capacidade de responder rapidamente às mudanças do mercado. do setor elétrico.o ranking mostra que o ACL combina instituições financeiras, utilities e comercializadoras especializadas.
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O que os dados indicam para os próximos meses?
Diante desse cenário, o mercado livre de energia segue demonstrando um ambiente cada vez mais competitivo, estratégico e orientado por escala operacional. Ao mesmo tempo, a permanência recorrente de grandes comercializadoras entre os líderes da MM12 reforça que consistência comercial e capacidade de adaptação continuam sendo fatores decisivos para sustentar relevância no ACL.
Além disso, o avanço de novos players e a disputa mais equilibrada no bloco intermediário indicam que o setor deve continuar passando por transformações ao longo de 2026. Dessa forma, acompanhar os rankings mensais e a média móvel seguirá sendo fundamental para entender os movimentos do mercado, identificar tendências e analisar o posicionamento das principais comercializadoras de energia do país.
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